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14.7.20

Greenwashing



Back again, e desta vez para vos falar de uma coisa que já queria ter falado aqui há imenso tempo! Greenwashing e Fast Fashion. É um tema controverso, eu sei, e à primeira vista pode parecer que uma marca de fast fashion é tudo menos ecológica se considerarmos a quantidade absurda de peças que apresenta a preços mínimos (e todo o processo de produção inerente), e que, por consequência, todas aquelas mensagens que nos vão chegando em anúncios e newsletters são apenas uma estratégia de marketing para nos iludir e levar a consumir muitooooo, na esperança de estarmos a fazer a escolha acertada… Achei que a época de saldos era a perfeita para falar do tema, e faço-me acompanhar deste look que fotografei há umas semanas porque o vestido que uso é consequência disso mesmo, ou não… isto está confuso, vamos lá!
Se me seguem no instagram - @joandcompany - já perceberam que em diversos temas procuro escolhas mais amigas do ambiente, e na moda isso não é diferente. É do conhecimento geral que a industria da moda é a segunda mais poluente em todo o mundo, logo depois da industria petrolífera, e talvez por isso seja frequentemente acusada de se aproveitar desta crescente consciência da necessidade de cuidar do planeta para vender mais e mais. Comprei este vestido na H&M, que das marcas que consumo foi a primeira a apresentar peças alinhadas com uma produção mais ecológica, a conhecida linha Conscious, e comprei-o com um vale de desconto de 5€ depois de ter entregue um saco de roupa para reciclar na loja. Vocês sabem que me mudei em Setembro e que com isso houve uma limpeza no armário. Da roupa que descartei haviam peças para doar, peças para vender e peças que não tinham outra solução aparente a não ser um saco do lixo, saco esse que terminaria num aterro qualquer. É aqui que a H&M entra, e podia falar de outras lojas que também recolhem roupas usadas, como a Zara e a C&A. Entre colocar a roupa no lixo, que acabaria num aterro, preferi coloca-la numa destas lojas, que se comprometem a seleccionar a roupa, doar a que estiver boa a instituições, e a reciclar aquela que já não estiver em condições de uso. No caso da H&M, por cada saco entregue recebemos um vale de 5€ para gastar em compras superiores a 30€ na loja. Aliciante não? Há quem diga que isto é tudo marketing, que as marcas estão só a fazer greenwashing e que as roupas vão terminar em aterro na mesma! Bem, é aqui que a polémica se instala. E querem saber o que eu acho? Que isto são tudo desculpas!! Podemos pensar que não dominamos a indústria, mas é certo que o dinheiro que gastamos nela é rei e senhor, por isso as nossas escolhas fazem a diferença sim. Lembro-me bem das primeiras peças da linha Join Life que a Zara lançou, eram umas 10 provavelmente, perdidas na imensidão de peças que existiam naquela colecção. Se comprarmos essas peças estamos a dizer à marca que existe uma preocupação da nossa parte com o meio ambiente, e se vende a marca vai fazer mais, podem estar certos, é assim que funciona. Afinal estamos a falar de empresas, e as empresas querem ter vendas e lucros. Tanto é que ao dia de hoje a linha Join Life está bem mais presente, não só na Zara como em todas as marcas do grupo Inditex. Assim como a linha Conscious da H&M. Se a produção é, ainda assim, deficiente e pouco amiga do ambiente? Não sei, mas fazer algo é sempre melhor do que não fazer nada! E se nos lembrarmos que esta é a SEGUNDA indústria mais poluente do planeta, o muito pouco que possa ser feito certamente já fará diferença. Depois, e porque todos temos discernimento e capacidade de raciocínio, cabe a nós fazer compras mais conscientes, olhar para as etiquetas das peças que queremos comprar, saber avaliar materiais e entender como devemos cuidar deles (nas lavagens nomeadamente), perceber se a peça vai durar, se vamos dar-lhe o devido uso ou não. Já deixei de comprar roupa que gostava por causa do material da mesma, e acreditem que isso faz toda a diferença. Com o passar dos anos fui fazendo escolhas mais acertadas, e se vos disser que no meu armário tenho bastantes peças de lojas fast fashion com mais de 10 anos vocês acreditam? É verdade!! E se isto não é sustentável então eu não sei o que será! Por isso não me venham abanar a bandeirola do greenwashing, dizendo que só devemos comprar local e nacional… até porque o que devemos fazer primeiro é comprar MENOS E MELHOR. Se isso passar por comprar nacional e maioritariamente mais caro, bem, cada um sabe de si, mas não esqueçam que boa parte da produção da Inditex é feita em solo português, e que as marcas fast fashion asseguram rendimento a muitas pessoas em todo o mundo, desde a produção, distribuição e nas lojas onde compramos. Se as condições de trabalho poderiam ser melhoradas, right, não discordo, mas aí entramos no campo político.
Portanto não se deixem levar por discursos entusiasmados que incitam ao boicote da industria da moda e das marcas fast fashion. Porque ecológico e amigo do ambiente é sabermos o que estamos a comprar, é estarmos informados, é termos a consciência que as roupas não são descartáveis. O argumento do greenwashing comigo não cola, afinal aquilo é só marketing, e eu tenho capacidade de decisão, ninguém me está ali a obrigar a nada! Por isso vou continuar a comprar fast fahion sim senhores, e vou entregar sacos de roupa velha nas caixas da H&M e vou aproveitar todos os vales de 5€ para comprar mais roupa que precise, porque sei que lhe vou dar o uso adequado e que ela vai durar horrores nas minhas mãos.








vestido.dress H&M | sapatos.shoes Stradivarius | mala.bag Mango | bandolete.headband Primark | brincos.earrings H&M | óculos de sol.sunglasses Fenfi

28.6.20

B-day list



1. body Stradivarius | 2. colar.necklace Swarovski | 3. sandálias.sandals Zara | 4. sapatos.shoes Steve Madden | 5. livros.books Wook/Fnac

Faz tempo que não venho cá. Têm sido mais que corridos os dias das últimas semanas. A pandemia, e por arrasto todo o slow down a que ela nos obrigou, foi algo que, confesso, gostei. Não trabalhei diariamente e estando mais tempo em casa consegui organizar muitos detalhes que estavam pendentes. Todas aquelas tarefas chatas que vamos deixando para trás, que não sendo vitais vão ficando para segundo plano e lá se vão acumulando... fiz check em praticamente todas!!
Entretanto passamos uns dias no Algarve, que souberam pela vida, e finalmente regressei à rotina, ao trabalho das 8 às 17, 5 dias por semana, aos treinos na box... Pensei que fosse custar bem mais, depois de 3 meses que foram diferentes, mas não senti de todo aquela ressaca pós férias. Talvez por me ter obrigado a sair da cama bem cedo, sempre, e arranjar logo coisas para fazer. Na verdade sou totalmente morning person, isso nem é custoso para mim! Resumindo, abrandamos por necessidade mas não senti que estivesse parada... este ano tem sido de loucos, tudo bem corrido, sempre coisas a acontecer... ainda ontem era Janeiro e daqui a uns dias já faço anos. Como assim??? 31 anos Jo! E isto nem soa bem... Não sei se são como eu, mas depois dos 23/24 anos sinto que muito pouco mudou na minha maneira de ser, e não sinto de todo o peso dos 30, neste caso dos 31. Não estou em modo "crise de meia idade", ou o que queiram chamar, só acho isto tudo tão irreal! Que ano este!! No entanto, e porque a minha próxima volta ao sol está quase a arrancar, fica aqui o desejo de que para o ano seja tudo mais normal, pelo menos mais parecido com o que estávamos acostumados. Se não for paciência, a gente lá se vira!

I haven't been here in a while. The days of the past few weeks have been more than busy. The pandemic, and because of all the slow down it forced us to do, was something I confess I liked. I didn't work daily and being at home for a longer time I managed to organize many details that were pending. All those annoying tasks that we are leaving behind, that are not vital, they stay in the background and accumulate there... I checked practically all of them!!
In the meantime we spent a few days in the Algarve, who felt so good, and finally I returned to the routine, to work from 8 to 17, 5 days a week, to training in the box... I thought it would cost a lot more, after 3 months that were different, but I didn’t feel that post-holiday hangover at all. Maybe because I forced myself to get out of bed early, always, and get things to do right away. In fact I'm totally a morning person, this is not even expensive for me! In short, we slowed down out of necessity but I didn't feel like I was standing still... this year has been crazy, everything has been going well, always things happening... even yesterday it was January and in a few days it's my birthday. Really??? 31 years old Jo! And that doesn't even sound good... I don't know if you are like me, but after 23/24 I feel that very little has changed in my way of being, and I don't feel the weight of 30 at all, in this case 31. I'm not in "middle age crisis" mode, or whatever you want to call it, I just think this is all so unreal! What a year this one!! However, and because my next return to the sun is almost taking off, here is the wish that for the next year everything will be more normal, at least more similar to what we were used to. If it’s not, patience, we’ll turn around!

4.5.20

Trend alert #28


1. vestido.dress Zara | 2. casaco de malha.cardigan Zara | 3. camisa.shirt Zara | 4. mules Zara
photo credits: Style du Monde

Lilás
Se há cores que me fazem lembrar a primavera? Todas elas, em tons pastel!! Não sei porque motivo associo essas tonalidades a esta estação do ano, mas a verdade é que estão quase sempre presentes quando falamos de tendências por esta altura. Não é a primeira vez que estão em alta, em 2012 o menta bombou, o rosa e o amarelo já foram tendência também, mas não me lembro de o protagonista aqui ter alguma vez sido o lilás. Na verdade eu nem sou muito de vestir estas cores, acho-as altamente românticas e femininas, e a minha onde não é bem essa, mas estou a gostar de ver esta tendência. Não acho que o lilás seja uma cor fácil de conjugar, por isso hoje deixo-vos uma imagem de inspiração e algumas peças que dificilmente falham. Se gostam da tendência tentem combina-la com peças mais discretas e neutras, sem padrões marcantes, para que o lilás seja o protagonista no vosso look! Combinem com gangas claras, branco, qualquer tom de cinza e preto. Não sei se arriscaria outra qualquer cor aqui (muito menos se for garrida), penso que assim fica perfeito e actual se for simples assim.


Lilac
If there are colors that remind me of spring? All of them, in pastel tones!! I don't know why I associate these shades with this season, but the truth is that they are almost always present when we talk about trends at this time. It's not the first time that they are on trend, in 2012 the mint rocked, the pink and yellow were already a trend too, but I don't remember the protagonist here having ever been the lilac. In fact I'm not much to wear these colors, I find them highly romantic and feminine, and I'm not quite that, but I'm enjoying seeing this trend. I don't think that lilac is an easy color to match, so today I leave you an inspiring look and some pieces that hardly fail. If you like the trend try to match it with more discreet and neutral pieces, without striking patterns, so that lilac is the protagonist in your look! Combine with clear denim, white, any shade of gray and black. I don't know if I would risk any other color here (much less if it is garish), I think it looks perfect and up to date simple like this.

24.4.20

Madeira #3


Terceiro e último post sobre a viagem aquela que é conhecida como a Pérola do Atlântico. Já vos falei dos miradouros que visitamos, das vilas, de comida e bebida, do mercado no centro do Funchal, do hotel onde ficamos e até do nosso meio de transporte. Se tudo isto já são motivos mais que suficientes para visitar a ilha, não podemos esquecer as flores e os jardins que são também um cartão visita da Madeira. Por isso hoje trago-vos os jardins que visitamos e todas as outras actividades pelas quais pagamos. Espero que gostem!












Monte Palace Tropical Garden
Foi um dos últimos sítios que visitamos na ilha mas hoje quero começar por ele. O jardim Monte Palace situa-se na freguesia do Monte, está inserido numa quinta e data do século XVIII. Em 1897 a propriedade foi adquirida por Alfredo Guilherme Rodrigues, que inspirado nos palácios das margens do Rio Reno, construiu uma residência que viria a ser o Monte Palace Hotel, onde eram frequentemente alojadas pessoas importantes e ricas, tanto nacionais como estrangeiras. Depois do falecimento de Alfredo a sua família não deu seguimento ao hotel, sendo que este passou a ser propriedade de uma instituição financeira. Em 1987 a mesma instituição vendeu a quinta a Joe Berardo, e aí nasceu o Monte Palace como o conhecemos hoje.
Com uma área de 70 hectares, fazem parte deste jardim um conjunto de plantas exóticas, provenientes dos quatro cantos do mundo, plantas indígenas das florestas madeirenses, assim como com cisnes, patos e peixes nas lagoas do jardim. Além de todas estas espécies o espaço está ornamentado com budas, esculturas, azulejos, vários painéis decorativos, tudo peças oriundas de várias partes do mundo. Existe ainda no recinto um edifício que alberga três galerias com esculturas e minerais, uma vez mais provenientes de vários pontos do globo.
O custo de entrada é de 12€, valor no qual está incluída uma degustação de vinho da Madeira. Como sabem, nesta viagem deslocámo-nos de carro, mas há um teleférico que para mesmo junto da entrada do jardim.










Jardim Botânico da Madeira
Este jardim, e um episódio que nele aconteceu, faz parte de uma das poucas memórias que tenho da primeira vez que estive na ilha, há 25 anos atrás. Por isso tinha muita curiosidade para voltar e ver se as coisas estavam tal e qual como eu me lembrava.
O Jardim Botânico da Madeira localiza-se na Quinta do Bom Sucesso, a 3 km do Funchal, foi fundado em 1960 pelo engenheiro Rui Vieira. Cobre uma área de 80 hectares, dos quais 50 são de área ajardinada, e tem uma vista maravilhosa para o Funchal. Dele fazem parte inúmeras espécies de plantas e ainda o Museu de História Natural ao qual também têm acesso. No museu vão encontrar uma série de corais e algumas aves e peixes embalsamados, alguns bem grandes!!! O custo da entrada para maiores de 18 é de 6€, sendo que não há limitação de tempo para a visita.




Descida nos carros de Cesto
A tão tradicional descida turística nos carros de cesto em vime não podia falhar no nosso roteiro turístico. A mesma tem origem no século XIX, época em que os cestos eram usados pelos habitantes como um meio de transporte veloz entre o Monte e a cidade do Funchal. Os carros são conduzidos por dois carreiros, vestidos com os típicos trajes de época e chapéu de palha, que usam botas com uma sola de pneu para ajudar nas travagens. Na base dos carros é colocada uma gordura para ajudar o carro a deslizar pelas ruas, daí a estrada parecer polida. O percurso tem hoje 2 km e dura aproximadamente 10 minutos, o tempo necessário para descer do Monte até ao Livramento. Pelo caminho podem contar com uma vista maravilhosa para o Funchal e no final podem ainda adquirir uma foto vossa durante a descida. Confesso que esta foi a brincadeira que nos saiu mais cara, porque a somar ao valor da descida de cesto (30€ para duas pessoas) e da foto que quisemos comprar no final para recordação (10€), tivemos ainda a deslocação de táxi até ao Monte, onde tínhamos deixado o nosso carro estacionado, uns 20€ por meia dúzia de minutos!!! Mas uma vez não são vezes, férias são férias, e valeu bem pela experiência!





Museu CR7
Se são fãs de futebol não podem mesmo falhar uma visita a este museu! Está localizado junto à marina do Funchal, no mesmo edifício do hotel onde ficamos alojados. Nele vão encontrar uma série de troféus ganhos pelo melhor do mundo ao longo da sua carreira, desde os individuais aos colectivos, como as botas de ouro, o ballon d'or, as taças da liga dos campeões dos clubes onde o Ronaldo já jogou e a taça do euro 2016 que sagrou a nossa selecção nacional como campeã. Os troféus individuais são todos originais, sendo apenas os troféus colectivos réplicas. Além disto vão encontrar ainda inúmeras bolas e equipamentos autografados, chuteiras que o Cristiano usou e alguma correspondência enviada pelos fãs. Outra coisa gira que podem fazer é tirar uma foto com o vosso ídolo, sim, isso mesmo! Há uma zona no museu equipada com realidade aumentada, onde podem interagir com o Ronaldo e tirar fotos como se estivessem ao seu lado. Foi tão engraçado!!!! Completamente recomendo! A foto tem um custo de 5€ e este foi o único gasto que tivemos no museu, uma vez que ficamos alojados no Pestana CR7 Funchal, a entrada para o museu estava incluída.

20.4.20

Madeira #2


Se no último post vos falei de todos os lugares que visitamos e que têm livre acesso, como os muitos miradouros e vilas, hoje vou falar-vos do hotel onde ficamos alojados, de algumas coisas que não podíamos deixa de comer e beber que são muito típicas na ilha e, não menos importante, vou falar-vos de como nos deslocamos nestes dias para dar a volta completa à ilha.








Pestana CR7 Funchal
Queríamos um hotel central no Funchal e este foi sem dúvida a melhor escolha. É um 4 estrelas com um design moderno e o staff, que nos recebeu com um welcome drink, foi durante toda a estadia muito atencioso connosco. As áreas sociais do hotel, como o bar, a zona de estar e a área de refeições, localizam-se no piso térreo, com acesso nas traseiras a uma esplanada com vista para a marina. Os quartos estão no primeiro piso e nós tivemos a sorte de serem virados para a marina, o que nos permitia uma vista maravilhosa da varanda do quarto para os barcos cruzeiro à noite. Por falar em vista maravilhosa, tenho de mencionar também a zona onde se encontra a piscina infinita do hotel, o rofftop localizado também no primeiro piso de onde é possível ver a mariana, toda a baixa da cidade do Funchal e zona montanhosa da ilha e o seu casario. O nascer do sol ali é deslumbrante!!







Mercado dos Lavradores
Se há coisas boas para se comer na ilha a fruta é certamente uma delas. O clima ameno e solarengo é propício à criação de fruta bem docinha, por isso o Mercado dos Lavradores é um daqueles sítios a não perder. Foi inaugurado em 1940 e tem uma arquitectura própria do Estado Novo, localiza-se no centro do Funchal e foi desenhado com o objectivo de ser o polo abastecedor da cidade. Na entrada do mercado vão encontrar as bancas de flores e frutas e a zona da peixaria ao fundo. No piso superior existem mais bancas de fruta e muitos souvenirs. Está completamente direccionado para o turismo, por isso tomem atenção aos preços!! Ainda assim, e como digo sempre, dinheiro gasto em comida boa nunca é dinheiro mal gasto, por isso não se inibam de provar o que os vendedores vos oferecerem e comprem se gostarem! Eu cá achei tudo uma delícia!







O que comer?
Penso que seja do conhecimento comum, mas se não sabem cá vai, na Madeira come-se MUITO BEM! Por esse motivo não vou indicar-vos restaurantes específicos onde comer, porque na verdade, de todos os sítios onde almoçamos ou jantamos, não houve nada que estivesse mau!
O bolo do caco é uma daquelas iguarias quase incontornáveis e frequentemente servida como entrada. Aproveitem para comer com manteiga e alho que vão adorar!!
Outra coisa que têm mesmo de provar são as espetadas de carne em pau de louro, muito típicas da freguesia de Câmara de Lobos, onde surgiram. São cubos de carne de vaca espetada em pau de loureiro que são posteriormente grelhadas. O restaurante As Vides foi o primeiro restaurante de espetadas a surgir no Estreito da Câmara de Lobos, acabando por popularizar este prato, mas vão encontra-lo em muitos outros lugares. Acompanhem com milho frito, outra iguaria típica da ilha, batata e salada!
Por fim, não deixem de provar peixe e marisco. Estando numa ilha, rodeados de mar, era de esperar que o peixe fosse rei e senhor à mesa, e não se vão arrepender se optarem por ele. Foram vários os pratos que pedimos de peixe, fomos provando uns dos outros e estava tudo de louvar aos céus!




O que beber?
E se falamos em comida temos de falar em bebida também! E nada mais típico para beber na Madeira do que a Poncha. É uma bebida alcoólica com origem no século XIX como adaptação de uma outra bebida, a "panche", trazida da Índia pelos ingleses. Popularizou-se entre os pescadores, que a usavam para se aquecerem nas noites frias antes de irem para o mar, em Câmara de Lobos, no entanto hoje é concebida e apreciada por toda a ilha. É confeccionada com rum da Madeira, mel de abelhas e uma variedade de frutos produzidos exclusivamente na região, como é o caso de laranjas e limões, individualmente ou combinados, que resultam numa harmonia de aromas. As principais receitas são três, a de maracujá, a regional e a de pescador.
Se acharem que a Poncha é demasiado para vós, aconselho-vos a provar Nikita. Não tão popular na ilha como a bebida anterior, mas para mim muito melhor!! É o resultado de uma mistura de gelado (de vários sabores), açúcar, rodelas de ananás, e uma bebida alcoólica, como o vinho branco e/ou a cerveja branca. À semelhança da Poncha, também é usado o pau de poncha para misturar todos os ingredientes, aqui até obter uma mistura cremosa. Também esta bebida é típica de Câmara de Lobos mas igualmente confeccionada em toda a ilha. Uma curiosidade, foi criada em 1985, ano em que a canção "Nikita" de Elton John estava na moda, daí o seu nome.



Como se deslocar?
Por último, mas não menos importante, quero falar-vos do nosso meio de transporte nestas férias na ilha. Decidimos inicialmente alugar dois carros de 5 lugares, éramos 8 pessoas, por isso achamos que era a melhor opção, no entanto quando fomos levantar o carro conseguimos um upgrade e foi-nos dada uma carrinha de 9 lugares. Perfeito, conseguiríamos viajar todos juntos, mas mais importante que isso foi a facilidade que esta carrinha nos conferiu para acedermos a todos os locais da ilha, coisa que talvez não fosse possível com um carro mais pequeno.
Sendo a Madeira uma ilha vulcânica, as suas estradas, embora muito evoluídas desde a nossa última visita (com todas as novas variantes e túneis), têm um declive muito mas mesmo muitooooooooo acentuado! Não tinha esta noção até nos metermos em alguns caminhos de acesso a pontos turísticos que visitamos. A carrinha que usamos tinha mudanças automáticas, o que nos facilitou muito naqueles momentos em que era necessário parar a meio de uma subida, fazer "ponto de embraiagem" e arrancar de seguida. Podem achar isto um exagero mas acreditem que não é. Há estradas que vocês vão descer, como na zona do Monte, em que cada curva parece acabar num precipício, ou então na zona de parqueamento de acesso ao Pico do Arieiro, em que os autocarros só conseguem subir de marcha atrás porque de primeira não saem do sítio... Estão a conseguir imaginar?! Posteriormente, em conversa com colegas que estiveram na ilha e usaram carros de 4 ou 5 lugares, fiquei a saber que escolher um carro potente é absolutamente necessário, eles não conseguiram subir a algumas zonas da ilha porque simplesmente o carro não respondia! Por isso já sabem, ou arranjam um carro potente ou então mais vale chamar um táxi! Ahahahahah...